A nobreza de evoluir

“Decidir mudar. Deixar de ser quem era. Transformar-me para quem quero ser”, não são simples afirmações, daquelas ocas, que se dizem só porque sim.  Elas contém a nossa mais pura essência como seres humanos: a evolução. A coragem de crescer. A ousadia de criar. A nobreza de evoluir.

Assumirmos como parte da nossa identidade o espaço entre o que fomos, o que ainda somos e o que queremos ser, dá-nos uma sensação de tranquilidade e, ao mesmo tempo, uma dose de adrenalina vital, ansiosos que ficamos pelo que está para vir.

Despertos para o facto de que a nossa identidade vai construindo e reforçando a nossa Marca Pessoal, que é única e genuína, que nos distingue e dá valor, tornamo-nos pessoas mais responsáveis pelas escolhas e decisões que tomamos, pelo que sentimos e pensamos, pelo que passamos e fazemos passar aos outros.

Quanto mais genuínos e despertos para a riqueza individual de cada um, menos tendência teremos para imitar e copiar as escolhas dos outros.

Imitar o que os outros fazem, as suas ideias, os seus projetos, as suas escolhas é querer imitar a vida dos outros. Existirá opção mais triste? Menos digna? Mais pequena?

A nossa Marca Pessoal é quem somos. Ponto. Sejamos nós simples ou complexos, cinzentões ou coloridos. É sempre quem somos. Ou antes, quem escolhemos ser.

Todos somos seres criativos. Todos temos o poder da criatividade. Mesmo quem adota a “chica espertice” acomodada de copiar as ideias dos outros é criativo, só que ainda nem reparou… tão ocupado que anda a olhar para os outros.

O processo de definição e construção da Marca Pessoal não é para os distraídos com a vida dos outros. É um processo corajoso e profundo de autoconhecimento, de auto-respeito e amor-próprio que ajuda a estruturar todo o nosso propósito de vida, nos diferentes papeis que abraçamos desempenhar, de uma forma íntegra, genuína e coerente com a nossa identidade, de modo a conquistarmos, diariamente, mais harmonia, equilíbrio e bem-estar.

Encontrar a nossa Marca Pessoal é isso. É encontrar o sentido… ou melhor, despertar os sentidos.

Existirá algo melhor?