Vamos Pensar Positivo?

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Pensamento. Então, porque não pensar positivo?!

Esta questão do “pensamento positivo” é discutível. Irrita algumas pessoas. Nunca sentiram?

Há quem coloque esta questão como uma cena de magia. Pensa-se positivo e Puff, já está.

Pois… a mim este tipo de conversa também me aborrece. Um bocadinho. Colocada assim, levianamente. Parece daquele tipo de conversa que vem sempre acompanhada de “palmadinha nas costas”…

O pensamento é algo mágico sim. Deslumbrante. E os pensamentos são desafiadores. Por vezes, até parecem que têm vida própria. Teimam em não nos largar. E isso até é bom quando são inspiradores e construtivos. Outras vezes, é melhor ficarem fechadinhos na caixinha. Não vá alguém os ver…

Mas o bom mesmo é que temos sempre a capacidade de mudar o foco dos nossos pensamentos. E isso sim, é mesmo muito bom. É pena muitos não o saberem. Ainda não o saberem…

Espinosa, um dos grandes pensadores do Séc. XVII que eu admiro, percebeu e defendeu que existe uma relação direta entre o que pensamos e a felicidade individual e coletiva.

Pensar positivo parece, assim, ser o motor para a nossa felicidade, de cada um e de todos… no entanto, Espinosa conseguiu demonstrar que o que pensamos, positivo, negativo ou assim-assim, é só uma parte da história.

Qualquer pensamento é primeiramente desencadeado por uma emoção.
Então, a solução para tornarmos a nossa vida mais entusiasmante e sermos mais felizes não é carregarmos num qualquer botão para começarmos a disparar pensamentos positivos por aí fora, à velocidade que levamos as tais palmadinhas nas costas…

Pensar positivo… Como fazê-lo? Isto ainda é muito discutível. Ainda, nos dias de hoje. O que é interessante. Mas eu estou com Espinosa.

Como pensar positivo? Criando emoções positivas…

E como criar emoções positivas?!
Isso é uma resposta para cada um responder.
Eu aposto na Arte. Arte e Movimento. Movimento e Natureza.
Eu aposto nos Sentidos. Em todos os sentidos. E eles são muitos. Mas isto também é muito discutível. Ainda… o que é interessante.

E você? O que está a pensar agora?
Emocione-se. Sinta. E, sim, Pense Positivo.

nAMORar é… aprender a Amar

Numa sessão de Coaching, de forma natural, veio à baila o tema do “Dia dos Namorados”… Partilharam-se ideias e crenças sobre os excessos que se fazem em torno deste único dia e do que realmente fica a faltar nos outros dias restantes… E assim, naturalmente, fomos trabalhando o essencial que, então, escolhi e decidi partilhar.

Namorar é…

Namorar é… aprender a Amar.
“Aprender a Amar?” (…)
“Como nunca tinha pensado nisto? Desta forma?”(…)

Pensar que namorar pode ser (também) aprender a amar transformou-se num ato mágico. Sim, porque existem pensamentos que são pura magia. Têm o poder de transformar.

Namorar é querer conhecer. Conhecer o que é Amar. É quase como viajar.
Quando viajamos estamos despertos e curiosos. Despertamos tudo o que somos. E pomos tudo, cá dentro, a funcionar.

Namorar é doar quem somos. É ser generoso. É acolher e saber largar.
É abrir sorrisos em uníssono e acolher lágrimas quando é preciso.
Namorar é “andar” e “estar” se isso for o mesmo que partilhar.
Namorar é dar Amor, logo é Amar.

E Amar aprende-se.
Aprende-se que para se Amar há que acreditar e que confiar. Há que dialogar e comunicar. Há que não recear aprender quem somos e o que queremos alcançar e tocar.

Amar aprende-se porque a vida é exigente e ordena que sintamos.
Prepara-nos partidas e exige que vivamos. E viver é agir. É sorrir para a vida. É sair da monotonia e cuidar de nós e dos nós dados e dos que ainda queremos dar.
Viver é Amar. Amar-nos a nós em primeiro lugar.

E Amar-nos a nós também se aprende.
Aprende-se porque nós existimos sempre antes dos nós que queremos dar. Porque nós somos quem queremos ser. E isso aprende-se. Aprende-se primeiro a ser para depois sabermos dar!

Então, já num sorriso largo, solta-se a grande questão:
“Como não querer sempre, pela vida, N-A-M-O-R-A-R ?!”

Liberta-te para voares mais alto

A vida é incrível. A nossa vida é incrível. Não queiramos entrar no queixume e ver apenas surgir o incrível na vida dos outros.

A vida transmite-nos mensagens de formas tão subtis que, de tão ricas que se tornam, parecem-nos inacreditáveis.

Eu diria que as mensagens ou sinais, como lhe queiramos chamar, são de grande teimosia. Surgem de diversas formas e por diversos meios até darmos pela presença deles. São incríveis também, como a vida. Tornam-se, por vezes, tão persistentes que incomodam. Apetece-nos enxotá-los e empurra-los de tão insistentes que são.

Mas como são incríveis e têm a sua missão bem definida não desaparecem para nos aliviarem e irem para outras bandas enquanto não dermos também nós sinais de que já os pressentimos.

E assim que os pressentimos, eles ficam logo a saber. É tão fácil. Basta perceberem-nos baralhados e com muitos labirintos na cabeça, cheios de dúvidas e indecisões. Como se de um jogo se tratasse. Ali, só connosco e o tabuleiro da vida, à espera que tomemos uma decisão.

Assim como num jogo, e conforme o jogo, temos um determinado tempo para refletir, pensar na jogada, decidir e jogar. E é normal que joguemos optando por aquela que consideramos ser a melhor opção. No entanto, há sempre quem jogue inseguro ou desinteressado ao mesmo tempo que encolhe os ombros por se estar a borrifar para o resultado. E isso, muitos não o sabem, é uma opção e também é tomar uma decisão.

Tal e qual. Na vida é tal e qual.

Na minha sala de formação, que o foi durante as últimas duas décadas, tinha sempre frases inspiradoras afixadas nas paredes. Por norma davam sempre “sumo”, por desafiadoras que eram. A intenção também era essa… E, durante muito tempo, tive uma que dizia mais ou menos assim: “A vida não é um jogo. Mas é um jogo. Só que não é um jogo…”, e para quem a lia pela primeira vez, ou que reparava nela pela primeira vez, gerava-lhe de imediato um imbróglio daqueles. Os momentos seguintes revelavam-se sempre como oportunidades perfeitas para abrir espaço para questionamentos e dúvidas, muitas dúvidas. E o resultado era satisfação plena. Objetivo alcançado.

São as dúvidas que nos abrem caminhos. Que nos obrigam a mudar de posição para enxergarmos melhor. E depois, se por acaso nos interessarmos ou pudermos voltar à mesma posição, a nossa visão já não será, com certeza, a mesma. Logo, a realidade do momento precisamente seguinte também não será, com certeza, a mesma. Não será mesmo.

Ao enxergarmos melhor, criamos visões diferentes da realidade. E isto poderá ser bom ou trazer dor. Mas será sempre enriquecedor, se percebermos que foram as mensagens e os sinais que nos deram o empurrão necessário para vacilarmos e nos voltarmos a equilibrar, criando-nos novas bases mais firmes e seguras.

Façamos escolhas, tomemos decisões. Não desperdicemos energia com coisas, pessoas e espaços que já não nos fazem mais sentido.

Escolhamos sair das bermas e dos extremos, das posições duras que nos obrigam a rebaixar-nos ou a exaltar-nos obrigando-nos a ser quem não somos.

Escolhamos o caminho do meio. Embora mais exigente vai ajudar-nos a tornar mais bravos sem termos que perder a doçura. Vai ajudar-nos a colocar a cor da esperança no dia-a-dia e dar sentido à vida. Vai ajudar-nos a tornar mais leves e a ganhar mais equilíbrio e entusiasmo para finalmente soltarmos as amarras do medo e voarmos mais alto.