Usas Máscara?

Usas Máscara ou és Genuíno?
Usar máscara dá trabalho. Exige esforço. É preciso estar em constante alerta para ninguém nos apanhar em falso…
Usar máscara cria habituação. Prende-nos, como uma qualquer teia ou droga…

No entanto, não duvido que, para muitos, esconder-se atrás da máscara pode até ser mais confortável. Mas tem validade, é frágil…pode rasgar-se, manchar-se ou até cair…
O velho ditado sábio “mais vale sê-lo que parecê-lo” já queria alertar para isso mesmo…

Ser Genuíno… ou escolher Ser Genuíno é muito diferente.
Dá-nos segurança. Deixa-nos soltos e livres para sermos quem somos. Dá-nos legitimidade para nos levantarmos mais fortes, se cairmos.
Reforça-nos a autoestima, diminui-nos o medo de pensar diferente, inspira-nos a acrescentar paixão ao que fazemos, alimenta-nos o nosso lado mais humano, encoraja-nos a partilhar valor…

Tal como usar Máscara, sentes que também isto é trabalhoso?
Pensas que também exige demasiado esforço?

O que escolhes então fazer? Usar Máscara ou Ser Genuíno? Sobreviver ou Viver?

Revela o Melhor de Ti.
Dá cor à Vida  😉

Terra, uma Casa onde cabem todas as Cores

Há dias especiais. O Dia da Terra é um deles. E partilhar o meu respeito pela Mãe Terra é o mínimo que posso fazer porque hoje sei que este Respeito faz parte integrante dos meus Valores e da minha Missão de Vida.

Há, de facto, experiências na vida que nos ajudam a reforçar e a clarificar quem somos. Recordo-me muito bem de uma banda desenhada que fiz, em Educação Visual, tinha eu uns 10 ou 11 anos, sobre a conhecida história da “Valéria e a Vida”, que aborda o tema do Respeito pela Natureza. Não sei se esta memória ficou reforçada por ter sido um trabalho premiado na comunidade escolar, o que deve ter reforçado na altura a minha auto-confiança, mas hoje, olhando para trás, julgo que não terá sido só por isso.

Acredito que a memória ficou porque foi uma tarefa criativa e um trabalho que me fez sentido. Que me encheu de sentido. E isto sim, preencheu as boas memórias e ajudou a construir quem sou.

Nesta vida de correria, de múltiplos compromissos, muitos deles vagos e vazios de sentido, torna-se essencial relembrar a mensagem rica e repleta de sentido da Carta da Terra.

É certo que relembrar a sua mensagem poderá ser apenas uma pequena ajuda. Mas que seja isso. Que nos ajude a parar e a refletir o que temos andado a fazer e o que está ao nosso alcance fazer de melhor para protegermos o nosso Planeta. A nossa Casa. A Casa de Todos. Uma Casa onde têm lugar todas as cores.

Será que quando ouvimos as notícias constantes dos conflitos ridículos existentes nesta nossa Casa Global, alguém se lembra deste facto? Alguém se lembra que, vista de fora, a Terra não tem linhas que dividem? Que, vista de fora, é Uma e Única?

A Missão da Iniciativa da Carta da Terra é despertar a nossa consciência para a necessidade urgente em promovermos a transição para formas sustentáveis de vida baseadas num modelo de Ética Colaborativa que tem como pilares principais o Respeito e uma Cultura de Paz, para a construção de uma sociedade global mais justa, equilibrada, sustentável e pacífica.

Para muitos, colocar estes objetivos em ação, parece tão complicado e complexo que até parece coisa doutro Mundo (ou doutro Planeta), mas não é. Vejamos os casos, inúmeros e próximos de nós, de pessoas, jovens ou nem tanto assim, que circulam pelo Mundo, que partilham culturas e experiências, que contribuem para a construção de um novo Mundo e que no fundo só fazem o que demais simples e rico há: partilhar habilidades de cada um dentro de uma Casa que é de todos.

Pensa nisso. Confirma esta simplicidade e deixa-te guiar:

1- Torna-te num exemplo. Contribui e Respeita todos os outros habitantes da Terra.
2- Utiliza o teu poder. Acredita que com o teu contributo podes fazer a diferença.
3- Promove o diálogo. Constrói relacionamentos de confiança e respeito mútuo.
4- Torna-te firme ao mesmo tempo que flexível. Assegura o compromisso com os Valores Éticos essenciais ao mesmo tempo que te adaptas à mudança.
5- Cria e Colabora. Partilha ideias. Constrói parcerias que geram mudanças e desenvolvimento global.

Faz-te sentido? Então… faz a tua parte. Faz acontecer!

Mentiras, Ilusões e Óculos com lentes Cor-de-Rosa

Recentemente, a minha filha caçula escolheu fazer um trabalho, para a disciplina de Português, sobre um livro que fala da nossa opção em colocar óculos com lentes cor-de-rosa para enxergarmos a vida.

Foi enriquecedor debater isto com ela… fizemos uma ronda por nós próprias e pelos que nos são mais próximos e, divertidamente, percebemos quem de nós tem tendência para utilizar, mais frequentemente, os tais óculos…

Percebemos que existem alguns que nem sabem da sua existência e da sua utilidade nas horas mais cinzentas, enquanto outros têm tamanha dependência deles que nem se permitem ver a vida com outras cores.
O livro fala precisamente disto. Escolher ver o mundo e a vida só de uma cor impede desenvolver o conhecimento das coisas. E, na maioria das vezes, impede-nos de enxergar a realidade.

A minha filha, em forma de suspiro, acrescenta: “às vezes até dá jeito mudar a cor das coisas para torna-las mais positivas, quando elas são feias e nos causam tristeza…”

Sim, concordo. Concordo absolutamente. Às vezes é preciso sim. Às vezes é preciso agarrarmo-nos aos óculos com lentes cor-de-rosa só para conseguirmos descansar um bocadinho… descansar o suficiente até ao dia que dizemos “basta” e escolhemos tirá-los de vez.

Ainda na nossa prazerosa conversa, exploramos que existem muitas pessoas que, ao pressentirem a Verdade a aproximar-se, preferem ir, num relance, buscar as conhecidas amigas lentes rosa.

Ao concordarmos, até sorrimos, visualizando-as dramáticas, em câmara lenta, a abanarem a cabeça, em forma de negação… enquanto pintam a visão da realidade de rosa, assim que colocam os óculos.

Sorrimos e suspiramos ao mesmo tempo. Sentimos pena e simpatia por elas. Têm medo que a ilusão se transforme em desilusão. E têm razão. Desde quando é que alguém quer perceber que viveu numa bolha de mentira?

– Mas ó mãe, às vezes é preciso quebrar-lhes a bolha cor-de-rosa, não achas?! – questiona-me expectante.

Penso, pausadamente, antes de lhe responder… revejo, em segundos, tantos casos que conheço. E respondo:

– Sim. Claro que sim. E isso é, definitivamente, querer-lhes Bem. Porque a Sinceridade pode doer sim, mas só mantém a dor nas pessoas que preferem viver num mundo de Ilusão e Mentira.

A Mentira prende, a Verdade liberta. A Verdade solta-nos e permite-nos redesenhar a Vida e pincelá-la com novas cores!

Existe maior Liberdade?

 

Adoro Ser Mulher

Adoro Ser Mulher. Imaginem esta frase dita com uma voz encorpada. Segura. Sincera. Em jeito de afirmação porque a grandeza da sua simplicidade dispensa qualquer tom de exclamação.

Imaginem só… sentiram?

Agora é a minha vez:
– “Eu Adoro Ser Mulher”.

Ok. Já o disse. Respiro fundo… consegui faze-lo sem utilizar um tom a roçar o histérico ou um tom afónico, sem a manifestação de qualquer tom.

Consegui dize-lo, mas nem sempre foi assim… houve vezes em que a vida me levou a alterar o tom.

Em miúda lembro-me de desejar ser rapaz… parecia-me que, se o fosse, tudo seria muito mais fácil… e ainda agora, se pensar bem, existem momentos, diria os menos equilibrados (vá-se lá saber porquê!), que adoraria ser tudo menos mulher…

Mas sem precisar de pensar muito, apercebo-me que cada vez menos vivencio momentos desses… talvez porque, cada vez mais, Adoro Ser Mulher. De verdade. De forma inteira. Sentida. Vivida. Colorida.

Adoro Ser Mulher-Mãe, Mulher-Filha, Mulher-Companheira, Mulher-Amante, Mulher-Amiga, Mulher-Empreendedora, Mulher-Cidadã, Mulher-Voluntária, Mulher-Dona-de-um-Cão…até mesmo Mulher-Dona-de-Casa…

É deveras desafiante! Por isso a necessidade de se treinar a voz e dar-lhe corpo. É preciso corpo de Mulher para se dizer Adoro Ser Mulher. É preciso Sermos Mulheres (Mulheres com M grande)…embora às vezes aconteça sentirmo-nos mais mulheres do que Mulheres.

Mulheres com M grande marcam posição e fazem revoluções. Revoluções pessoais.
Revolucionam-se. Por dentro. Observam o que sentem. E, se não se sentem bem no seu Ser, mudam. Decidem começar a mudar. E avançam. Sem ilusões. Só com a verdade.

Mulheres com M grande têm amor-próprio e vontade como força. Não precisam de viver a vida a olhar para o lado, para dentro de um livro ou de um filme. Aprendem a ser responsáveis pelas suas escolhas, não precisam desejar as escolhas e as conquistas das outras …

Mulheres que amaiúsculam o M escolhem viver, em vez de sobreviver. Têm vontades e não desejos.

Desejos são impulsos. Vontades são fortes quereres.

Desejos satisfazem carências, dependem de outros e são satisfeitos pelos outros.

Vontades merecem-se, são independentes ao mesmo tempo que, livremente, podem interdepender de outros.

Desejos sonham-se e alcançam-se por compensações. Vontades fazem-se e fazem-nos chegar.

São as Vontades que nos diferenciam. Podem assustar, acelerar o coração e fazerem-nos parecer loucas, mas transbordam coragem para, sem exclamar nem balbuciar, sem máscaras nem disfarces, conseguirmos dizer tranquila e maravilhosamente:
– “Adoro Ser Mulher”.

nAMORar é… aprender a Amar

Numa sessão de Coaching, de forma natural, veio à baila o tema do “Dia dos Namorados”… Partilharam-se ideias e crenças sobre os excessos que se fazem em torno deste único dia e do que realmente fica a faltar nos outros dias restantes… E assim, naturalmente, fomos trabalhando o essencial que, então, escolhi e decidi partilhar.

Namorar é…

Namorar é… aprender a Amar.
“Aprender a Amar?” (…)
“Como nunca tinha pensado nisto? Desta forma?”(…)

Pensar que namorar pode ser (também) aprender a amar transformou-se num ato mágico. Sim, porque existem pensamentos que são pura magia. Têm o poder de transformar.

Namorar é querer conhecer. Conhecer o que é Amar. É quase como viajar.
Quando viajamos estamos despertos e curiosos. Despertamos tudo o que somos. E pomos tudo, cá dentro, a funcionar.

Namorar é doar quem somos. É ser generoso. É acolher e saber largar.
É abrir sorrisos em uníssono e acolher lágrimas quando é preciso.
Namorar é “andar” e “estar” se isso for o mesmo que partilhar.
Namorar é dar Amor, logo é Amar.

E Amar aprende-se.
Aprende-se que para se Amar há que acreditar e que confiar. Há que dialogar e comunicar. Há que não recear aprender quem somos e o que queremos alcançar e tocar.

Amar aprende-se porque a vida é exigente e ordena que sintamos.
Prepara-nos partidas e exige que vivamos. E viver é agir. É sorrir para a vida. É sair da monotonia e cuidar de nós e dos nós dados e dos que ainda queremos dar.
Viver é Amar. Amar-nos a nós em primeiro lugar.

E Amar-nos a nós também se aprende.
Aprende-se porque nós existimos sempre antes dos nós que queremos dar. Porque nós somos quem queremos ser. E isso aprende-se. Aprende-se primeiro a ser para depois sabermos dar!

Então, já num sorriso largo, solta-se a grande questão:
“Como não querer sempre, pela vida, N-A-M-O-R-A-R ?!”

A nobreza de evoluir

“Decidir mudar. Deixar de ser quem era. Transformar-me para quem quero ser”, não são simples afirmações, daquelas ocas, que se dizem só porque sim.  Elas contém a nossa mais pura essência como seres humanos: a evolução. A coragem de crescer. A ousadia de criar. A nobreza de evoluir.

Assumirmos como parte da nossa identidade o espaço entre o que fomos, o que ainda somos e o que queremos ser, dá-nos uma sensação de tranquilidade e, ao mesmo tempo, uma dose de adrenalina vital, ansiosos que ficamos pelo que está para vir.

Despertos para o facto de que a nossa identidade vai construindo e reforçando a nossa Marca Pessoal, que é única e genuína, que nos distingue e dá valor, tornamo-nos pessoas mais responsáveis pelas escolhas e decisões que tomamos, pelo que sentimos e pensamos, pelo que passamos e fazemos passar aos outros.

Quanto mais genuínos e despertos para a riqueza individual de cada um, menos tendência teremos para imitar e copiar as escolhas dos outros.

Imitar o que os outros fazem, as suas ideias, os seus projetos, as suas escolhas é querer imitar a vida dos outros. Existirá opção mais triste? Menos digna? Mais pequena?

A nossa Marca Pessoal é quem somos. Ponto. Sejamos nós simples ou complexos, cinzentões ou coloridos. É sempre quem somos. Ou antes, quem escolhemos ser.

Todos somos seres criativos. Todos temos o poder da criatividade. Mesmo quem adota a “chica espertice” acomodada de copiar as ideias dos outros é criativo, só que ainda nem reparou… tão ocupado que anda a olhar para os outros.

O processo de definição e construção da Marca Pessoal não é para os distraídos com a vida dos outros. É um processo corajoso e profundo de autoconhecimento, de auto-respeito e amor-próprio que ajuda a estruturar todo o nosso propósito de vida, nos diferentes papeis que abraçamos desempenhar, de uma forma íntegra, genuína e coerente com a nossa identidade, de modo a conquistarmos, diariamente, mais harmonia, equilíbrio e bem-estar.

Encontrar a nossa Marca Pessoal é isso. É encontrar o sentido… ou melhor, despertar os sentidos.

Existirá algo melhor?

 

Sente que está na hora de fazer uma escolha?

Sente que está na hora de se ver?

Que bom. É dos desafios mais gratificantes que nos podemos oferecer. Permitir-nos crescer. Não nos deixarmos influenciar pelo ruído que nos rodeia. Dar prioridade a olharmos para dentro de nós.

Precisamente a propósito disto, tenho observado, muito frequentemente, em dinâmicas de formação que desenvolvo para promoção de trabalho em equipa (o chamado Team Building) que são raras as pessoas que se sabem posicionar saudavelmente, diria assertivamente, no seu grupo de trabalho. A maioria tende para um dos extremos, ou adota uma postura demasiado passiva, assumindo que ”não vale a pena dar a minha opinião, porque ninguém me vê”… ou escolhe o outro extremo: impondo-se, não deixando os outros existirem, tornando-os nulos, portanto invisíveis. O que, para mim, significa que até os “visíveis” também não se permitem ver.

Perante tal realidade, comum realidade, opto por lançar o convite, a que chamo dignamente de desafio, porque é o que é, de antes de se ambicionar promover o afamado espírito de equipa, antes de se estimular a colaboração e a cooperação para a co-criação de um beneficio comum… devemos também saber abrandar para conseguir melhor observar. Oficialmente desacelerar. Oficialmente convidar a diminuir-se o ritmo da respiração. Aprender a fazer chiuuuu, levemente, para nós próprios. Permitir-nos respirar profundamente. E depois sossegar. Serenar. Apaziguar. Ah! Harmonizar e criar empatia. Confiar.

Deixar para trás o remoinho que teima em liderar: olhar para dentro. Inspirar, portanto. Simplificar o modo de pensar: iluminar o pensamento. Inovar, portanto.

E depois… depois vem o que me dizem ser muito difícil fazer. “Impossível”, chegam-me mesmo a dizer… Porque o que vem depois é o Acreditar. Mas insistem em dizer-me que não, que não acreditam que é possível mudar.

Eu tento disfarçar o que sinto, para não influenciar o florescer da partilha. Mas o que sinto, deixem-me partilhar. É que não há nada mais a fazer, senão continuar. Sinto que é este o caminho: acreditar e, livremente, fazer os outros acreditar. É o meu próprio desafio. Exigente, eu sei. Inglório, talvez. Mas é nisto que acredito.

“Não sou da altura que os outros me vêem, sou da altura que deixo os meus olhos me verem” (Fernando Pessoa).

Acredito que se cada um de nós despertar este Sentir, cuidando de nós próprios e sabendo valorizar-se, perceberemos melhor os outros e com a empatia fortalecida a criação do possível em conjunto será uma realidade assumida.

Permitamo-nos, portanto, olhar para dentro de nós. Olhar e depois inovar. Porque quando nos permitimos abrir para o novo, o nosso olhar também muda e simplifica, tornando a respiração e as nossas escolhas mais fluidas, leves e livres.

Paula Marques Jorge

(Re)desenhar a Vida com Saúde

Hoje, mais uma vez, comemora-se o dia Mundial da Saúde Mental. Para muitos, “saúde mental” é um conceito vago, longínquo até, e que consideram nada ter a ver consigo e com a sua realidade. No entanto, nunca como agora, em que a insegurança e a ansiedade estão presentes no dia-a-dia, se considerou unanimemente tratar-se de um assunto de extrema importância, transversal a todos, e o qual devemos classificar como prioritário.

Também nunca a neurociência foi tão estimulante e nos animou com o facto de termos a extraordinária possibilidade de moldar positivamente a nossa saúde mental através da característica humana da neuroplasticidade.

A Saúde Mental deveria ser, portanto, o bem mais desejado por qualquer ser humano.
Por exemplo, vejam a resposta típica àquela pergunta típica:
– “O que mais queres na vida?”
– “Ser Feliz!”
Agora imaginem a diferença quando todos aprendermos a responder à mesma questão desta forma:
– “O que mais queres na vida?”
– “Eu quero ter saúde mental!”

Uau! Imaginaram? Viram a diferença?
Ter Saúde Mental é ser Feliz, sim, mas a dobrar, a triplicar, sei lá, é tudo o que devíamos desejar ter na vida.

Ter Saúde Mental é ser Feliz, aceitando-nos como somos e gostando de quem somos; é ser-se agradecido, reconhecendo o real valor de tudo o que temos; é saber reconhecer em cada obstáculo uma enorme oportunidade de aprendizagem e de crescimento; é saber parar e refletir antes de decidir; é confiar nos outros sabendo que somos também nós pessoas de confiança; é reconhecer as nossas emoções e saber adequá-las a cada situação; é aprender a reconhecer o nosso próprio valor e saber utilizá-lo, tornando-nos úteis  e mais criativos…

Ter Saúde Mental não é uma característica que se compra numa lotaria. É, independentemente das características de cada um de nós, sermos autênticos, sabermos respeitar a nós e aos outros.

Ter Saúde Mental é abraçarmos a vida de um modo realista e positivo e estarmos disponíveis para aprender a nos adaptarmos às circunstâncias sem perdermos a nossa individualidade e integridade. É saber olhar para o outro e respeitar o que vimos, ao mesmo tempo que, se preciso for, redesenhamos a vida com autoconfiança defendendo em primeiro lugar e sempre fidelidade a nós próprios, com amor, assertividade e dignidade.

Ter Saúde Mental é isto, é saber: Despertar o Sentir, Inovar o Pensar e Entusiasmar o Agir. É aceitarmos o desafio de dar mais cor à vida!

Paula Marques Jorge

Abrandar e Focar no Essencial é… Cuidar de Nós Próprios

Cuidar de nós é, ainda e muitas vezes, considerada uma atitude egoísta ou um comportamento egocêntrico.

Equiparo àquela reação de algumas pessoas que acham estranho quando, antes de se levantar voo, ser pedido aos adultos que, em caso de emergência, coloquem primeiro a si próprios a máscara de oxigénio, e só depois a coloquem nas crianças.

Há quem faça sobrolho, demonstrando dificuldade em entender o significado desta indicação, mesmo depois de explicado…

Não deveria existir a menor dúvida de que quanto melhor nos cuidarmos, em melhores condições estamos para conviver e cuidar dos outros.

E o que significa “cuidar de nós”?
Conforme o perfil de cada um também o significado pode diferenciar-se. No entanto, na base de nos cuidarmos estará sempre: conhecermo-nos. Conhecermo-nos o melhor possível.
Conhecer o que gostamos, o que queremos, o que nos faz bem, com quem gostamos de estar.
Cuidar de nós nunca será ficar a querer o que os outros gostam, o que querem, o que lhes faz bem e com quem gostam de estar.
Cuidar de nós é respeitar quem somos, é sermos gratos pela nossa história, independentemente de qual seja. É aceitarmo-nos e acarinharmos as mudanças, mantendo-nos genuínos.

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Redesenhe a vida e dê prioridade a si próprio.

Dê mais cor à sua vida!

Paula Jorge