Fazes a tua parte?

Nos últimos dias, tenho ouvido diferentes observações, de diferentes pessoas, em diferentes espaços, que acabam por coincidir e resumir numa simples e desanimada afirmação do tipo: “Não vale a pena…Eu não mando na minha vida”.
Para mim, na minha simbologia, é como se dissessem “eu não desenho a minha vida”… e na minha fértil imaginação ainda acrescento “logo não consigo colori-la”…
No entanto, posso ainda subentender que a afirmação “eu não mando na minha vida” também poderá querer dizer que “não mando sozinho” ou “sozinha”, e isso entende-se perfeitamente, pois não somos ilhas, somos seres sociais, dependemos uns dos outros… e, muitas vezes, mais do que imaginamos.
Mas, eu posso ainda supor que quando deixamos soltar, em forma de suspiro, “eu não mando na minha vida” vamos mais longe… ou antes, vamos mais dentro. É como se fizéssemos um Manifesto da nossa impotência perante as ocorrências do dia-a-dia, perante mesmo o rumo que a nossa vida nos vai levando. E isso, não é lá muito bom de se ouvir. Principalmente, não é lá muito bom de se dizer…

O que me levou a escrever sobre isto e sobre as tais coincidências foi quando, num dia da semana passada, na caixa de um supermercado, a funcionária, em jeito de suspiro, diz-me:
– As pessoas são mesmo complicadas, não são?

Eu acho que, inconscientemente, já devo revirar os olhos, porque isto acontece-me muitas vezes… (às vezes digo, a brincar, que devo ter qualquer coisa escrita algures…)
Bem, depois de olhar para os lados para confirmar se era mesmo comigo que ela estava a falar, dirijo-lhe o olhar e demonstro-lhe a minha total disponibilidade para a ouvir, encolhendo, no entanto, os ombros em sinal do meu total desconhecimento ao que se estava a referir…
Percebendo a minha atenção, continuou a dizer que existem pessoas assim e assado, sempre insistindo para eu concordar com a sua pergunta acerca da complicadice das outras pessoas… e, em jeito de conclusão, acrescentou que “ainda é mais difícil quando não se manda na sua própria vida…”

Eu dispus-me a ouvi-la e até a entendi. Até já me estava a ver a enquadrá-la nas dinâmicas das minhas sessões de desenvolvimento pessoal… mas, de relance, tive que dizer a mim própria: – Ei, tens mais que fazer!… Tive que concordar.
Para arrematar a conversa que tinha pernas para andar, e na sequência do que me tinha acabado de partilhar, carinhosamente perguntei-lhe:
– E você, faz a sua parte?
(…)
Os segundos passaram. Ficamos com os olhos fixos uma na outra.
Eu sorri-lhe e desejei-lhe o resto de um bom dia.

Garanto que o meu foi.

 

Usas Máscara?

Usas Máscara ou és Genuíno?
Usar máscara dá trabalho. Exige esforço. É preciso estar em constante alerta para ninguém nos apanhar em falso…
Usar máscara cria habituação. Prende-nos, como uma qualquer teia ou droga…

No entanto, não duvido que, para muitos, esconder-se atrás da máscara pode até ser mais confortável. Mas tem validade, é frágil…pode rasgar-se, manchar-se ou até cair…
O velho ditado sábio “mais vale sê-lo que parecê-lo” já queria alertar para isso mesmo…

Ser Genuíno… ou escolher Ser Genuíno é muito diferente.
Dá-nos segurança. Deixa-nos soltos e livres para sermos quem somos. Dá-nos legitimidade para nos levantarmos mais fortes, se cairmos.
Reforça-nos a autoestima, diminui-nos o medo de pensar diferente, inspira-nos a acrescentar paixão ao que fazemos, alimenta-nos o nosso lado mais humano, encoraja-nos a partilhar valor…

Tal como usar Máscara, sentes que também isto é trabalhoso?
Pensas que também exige demasiado esforço?

O que escolhes então fazer? Usar Máscara ou Ser Genuíno? Sobreviver ou Viver?

Revela o Melhor de Ti.
Dá cor à Vida  😉

Tens Marca Pessoal?

Tens Marca Pessoal?
Sim, tens. Todos temos. Podemos não a ter construído de forma consciente ou não sabermos qual é, mas temos. Pode até não ser a marca que gostaríamos de ter, mas temos.

E não, não estou a perguntar se tens um logótipo a representar a marca de algum produto ou serviço.

E não, não é o mesmo que usar uma máscara ou representar um papel, fingindo ser quem não se é.
Isso é o que a maioria das pessoas faz, depois de deixarem de ser crianças, achando que não há outra alternativa para se ser aceite num grupo, para arranjar emprego, para manter uma relação…

Ter Marca Pessoal é o oposto. Ter Marca Pessoal é ser-se Livre. É saber quem somos e aceitar que não somos perfeitos mas que temos a capacidade de mudar e melhorar. E isso é o que existe de mais humano e genuíno. É isso que nos equilibra, dá valor, cria entusiasmo e nos realiza.

Queres redescobrir-te e começar a criar a tua Marca Pessoal?

Convido-te a fazer um exercício muito simples e fácil de fazer.

E não, isto não é mais um tipo “Segue os 3 passos para…” , blá, blá, blá…

É apenas isto:
– Observa-te.
Sem te culpabilizares, revive o dia de hoje.
– Identifica e anota uma reação que tiveste e que te desagradou, deixando-te a remoer.
– Transforma-a numa ação.
– Imagina a diferença e anota os possíveis resultados.
– Prontifica-te a substituir a reação pela ação, na primeira oportunidade que tiveres.
– Torna-te consciente e treina, treina, treina.
– Sorri de ti próprio quando vires a diferença.

Boa? Pelo que esperas?

Revela o melhor de ti.
Dá cor à vida!

Mentiras, Ilusões e Óculos com lentes Cor-de-Rosa

Recentemente, a minha filha caçula escolheu fazer um trabalho, para a disciplina de Português, sobre um livro que fala da nossa opção em colocar óculos com lentes cor-de-rosa para enxergarmos a vida.

Foi enriquecedor debater isto com ela… fizemos uma ronda por nós próprias e pelos que nos são mais próximos e, divertidamente, percebemos quem de nós tem tendência para utilizar, mais frequentemente, os tais óculos…

Percebemos que existem alguns que nem sabem da sua existência e da sua utilidade nas horas mais cinzentas, enquanto outros têm tamanha dependência deles que nem se permitem ver a vida com outras cores.
O livro fala precisamente disto. Escolher ver o mundo e a vida só de uma cor impede desenvolver o conhecimento das coisas. E, na maioria das vezes, impede-nos de enxergar a realidade.

A minha filha, em forma de suspiro, acrescenta: “às vezes até dá jeito mudar a cor das coisas para torna-las mais positivas, quando elas são feias e nos causam tristeza…”

Sim, concordo. Concordo absolutamente. Às vezes é preciso sim. Às vezes é preciso agarrarmo-nos aos óculos com lentes cor-de-rosa só para conseguirmos descansar um bocadinho… descansar o suficiente até ao dia que dizemos “basta” e escolhemos tirá-los de vez.

Ainda na nossa prazerosa conversa, exploramos que existem muitas pessoas que, ao pressentirem a Verdade a aproximar-se, preferem ir, num relance, buscar as conhecidas amigas lentes rosa.

Ao concordarmos, até sorrimos, visualizando-as dramáticas, em câmara lenta, a abanarem a cabeça, em forma de negação… enquanto pintam a visão da realidade de rosa, assim que colocam os óculos.

Sorrimos e suspiramos ao mesmo tempo. Sentimos pena e simpatia por elas. Têm medo que a ilusão se transforme em desilusão. E têm razão. Desde quando é que alguém quer perceber que viveu numa bolha de mentira?

– Mas ó mãe, às vezes é preciso quebrar-lhes a bolha cor-de-rosa, não achas?! – questiona-me expectante.

Penso, pausadamente, antes de lhe responder… revejo, em segundos, tantos casos que conheço. E respondo:

– Sim. Claro que sim. E isso é, definitivamente, querer-lhes Bem. Porque a Sinceridade pode doer sim, mas só mantém a dor nas pessoas que preferem viver num mundo de Ilusão e Mentira.

A Mentira prende, a Verdade liberta. A Verdade solta-nos e permite-nos redesenhar a Vida e pincelá-la com novas cores!

Existe maior Liberdade?

 

Adoro Ser Mulher

Adoro Ser Mulher. Imaginem esta frase dita com uma voz encorpada. Segura. Sincera. Em jeito de afirmação porque a grandeza da sua simplicidade dispensa qualquer tom de exclamação.

Imaginem só… sentiram?

Agora é a minha vez:
– “Eu Adoro Ser Mulher”.

Ok. Já o disse. Respiro fundo… consegui faze-lo sem utilizar um tom a roçar o histérico ou um tom afónico, sem a manifestação de qualquer tom.

Consegui dize-lo, mas nem sempre foi assim… houve vezes em que a vida me levou a alterar o tom.

Em miúda lembro-me de desejar ser rapaz… parecia-me que, se o fosse, tudo seria muito mais fácil… e ainda agora, se pensar bem, existem momentos, diria os menos equilibrados (vá-se lá saber porquê!), que adoraria ser tudo menos mulher…

Mas sem precisar de pensar muito, apercebo-me que cada vez menos vivencio momentos desses… talvez porque, cada vez mais, Adoro Ser Mulher. De verdade. De forma inteira. Sentida. Vivida. Colorida.

Adoro Ser Mulher-Mãe, Mulher-Filha, Mulher-Companheira, Mulher-Amante, Mulher-Amiga, Mulher-Empreendedora, Mulher-Cidadã, Mulher-Voluntária, Mulher-Dona-de-um-Cão…até mesmo Mulher-Dona-de-Casa…

É deveras desafiante! Por isso a necessidade de se treinar a voz e dar-lhe corpo. É preciso corpo de Mulher para se dizer Adoro Ser Mulher. É preciso Sermos Mulheres (Mulheres com M grande)…embora às vezes aconteça sentirmo-nos mais mulheres do que Mulheres.

Mulheres com M grande marcam posição e fazem revoluções. Revoluções pessoais.
Revolucionam-se. Por dentro. Observam o que sentem. E, se não se sentem bem no seu Ser, mudam. Decidem começar a mudar. E avançam. Sem ilusões. Só com a verdade.

Mulheres com M grande têm amor-próprio e vontade como força. Não precisam de viver a vida a olhar para o lado, para dentro de um livro ou de um filme. Aprendem a ser responsáveis pelas suas escolhas, não precisam desejar as escolhas e as conquistas das outras …

Mulheres que amaiúsculam o M escolhem viver, em vez de sobreviver. Têm vontades e não desejos.

Desejos são impulsos. Vontades são fortes quereres.

Desejos satisfazem carências, dependem de outros e são satisfeitos pelos outros.

Vontades merecem-se, são independentes ao mesmo tempo que, livremente, podem interdepender de outros.

Desejos sonham-se e alcançam-se por compensações. Vontades fazem-se e fazem-nos chegar.

São as Vontades que nos diferenciam. Podem assustar, acelerar o coração e fazerem-nos parecer loucas, mas transbordam coragem para, sem exclamar nem balbuciar, sem máscaras nem disfarces, conseguirmos dizer tranquila e maravilhosamente:
– “Adoro Ser Mulher”.

Vamos Pensar Positivo?

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Pensamento. Então, porque não pensar positivo?!

Esta questão do “pensamento positivo” é discutível. Irrita algumas pessoas. Nunca sentiram?

Há quem coloque esta questão como uma cena de magia. Pensa-se positivo e Puff, já está.

Pois… a mim este tipo de conversa também me aborrece. Um bocadinho. Colocada assim, levianamente. Parece daquele tipo de conversa que vem sempre acompanhada de “palmadinha nas costas”…

O pensamento é algo mágico sim. Deslumbrante. E os pensamentos são desafiadores. Por vezes, até parecem que têm vida própria. Teimam em não nos largar. E isso até é bom quando são inspiradores e construtivos. Outras vezes, é melhor ficarem fechadinhos na caixinha. Não vá alguém os ver…

Mas o bom mesmo é que temos sempre a capacidade de mudar o foco dos nossos pensamentos. E isso sim, é mesmo muito bom. É pena muitos não o saberem. Ainda não o saberem…

Espinosa, um dos grandes pensadores do Séc. XVII que eu admiro, percebeu e defendeu que existe uma relação direta entre o que pensamos e a felicidade individual e coletiva.

Pensar positivo parece, assim, ser o motor para a nossa felicidade, de cada um e de todos… no entanto, Espinosa conseguiu demonstrar que o que pensamos, positivo, negativo ou assim-assim, é só uma parte da história.

Qualquer pensamento é primeiramente desencadeado por uma emoção.
Então, a solução para tornarmos a nossa vida mais entusiasmante e sermos mais felizes não é carregarmos num qualquer botão para começarmos a disparar pensamentos positivos por aí fora, à velocidade que levamos as tais palmadinhas nas costas…

Pensar positivo… Como fazê-lo? Isto ainda é muito discutível. Ainda, nos dias de hoje. O que é interessante. Mas eu estou com Espinosa.

Como pensar positivo? Criando emoções positivas…

E como criar emoções positivas?!
Isso é uma resposta para cada um responder.
Eu aposto na Arte. Arte e Movimento. Movimento e Natureza.
Eu aposto nos Sentidos. Em todos os sentidos. E eles são muitos. Mas isto também é muito discutível. Ainda… o que é interessante.

E você? O que está a pensar agora?
Emocione-se. Sinta. E, sim, Pense Positivo.

nAMORar é… aprender a Amar

Numa sessão de Coaching, de forma natural, veio à baila o tema do “Dia dos Namorados”… Partilharam-se ideias e crenças sobre os excessos que se fazem em torno deste único dia e do que realmente fica a faltar nos outros dias restantes… E assim, naturalmente, fomos trabalhando o essencial que, então, escolhi e decidi partilhar.

Namorar é…

Namorar é… aprender a Amar.
“Aprender a Amar?” (…)
“Como nunca tinha pensado nisto? Desta forma?”(…)

Pensar que namorar pode ser (também) aprender a amar transformou-se num ato mágico. Sim, porque existem pensamentos que são pura magia. Têm o poder de transformar.

Namorar é querer conhecer. Conhecer o que é Amar. É quase como viajar.
Quando viajamos estamos despertos e curiosos. Despertamos tudo o que somos. E pomos tudo, cá dentro, a funcionar.

Namorar é doar quem somos. É ser generoso. É acolher e saber largar.
É abrir sorrisos em uníssono e acolher lágrimas quando é preciso.
Namorar é “andar” e “estar” se isso for o mesmo que partilhar.
Namorar é dar Amor, logo é Amar.

E Amar aprende-se.
Aprende-se que para se Amar há que acreditar e que confiar. Há que dialogar e comunicar. Há que não recear aprender quem somos e o que queremos alcançar e tocar.

Amar aprende-se porque a vida é exigente e ordena que sintamos.
Prepara-nos partidas e exige que vivamos. E viver é agir. É sorrir para a vida. É sair da monotonia e cuidar de nós e dos nós dados e dos que ainda queremos dar.
Viver é Amar. Amar-nos a nós em primeiro lugar.

E Amar-nos a nós também se aprende.
Aprende-se porque nós existimos sempre antes dos nós que queremos dar. Porque nós somos quem queremos ser. E isso aprende-se. Aprende-se primeiro a ser para depois sabermos dar!

Então, já num sorriso largo, solta-se a grande questão:
“Como não querer sempre, pela vida, N-A-M-O-R-A-R ?!”

Liberta-te para voares mais alto

A vida é incrível. A nossa vida é incrível. Não queiramos entrar no queixume e ver apenas surgir o incrível na vida dos outros.

A vida transmite-nos mensagens de formas tão subtis que, de tão ricas que se tornam, parecem-nos inacreditáveis.

Eu diria que as mensagens ou sinais, como lhe queiramos chamar, são de grande teimosia. Surgem de diversas formas e por diversos meios até darmos pela presença deles. São incríveis também, como a vida. Tornam-se, por vezes, tão persistentes que incomodam. Apetece-nos enxotá-los e empurra-los de tão insistentes que são.

Mas como são incríveis e têm a sua missão bem definida não desaparecem para nos aliviarem e irem para outras bandas enquanto não dermos também nós sinais de que já os pressentimos.

E assim que os pressentimos, eles ficam logo a saber. É tão fácil. Basta perceberem-nos baralhados e com muitos labirintos na cabeça, cheios de dúvidas e indecisões. Como se de um jogo se tratasse. Ali, só connosco e o tabuleiro da vida, à espera que tomemos uma decisão.

Assim como num jogo, e conforme o jogo, temos um determinado tempo para refletir, pensar na jogada, decidir e jogar. E é normal que joguemos optando por aquela que consideramos ser a melhor opção. No entanto, há sempre quem jogue inseguro ou desinteressado ao mesmo tempo que encolhe os ombros por se estar a borrifar para o resultado. E isso, muitos não o sabem, é uma opção e também é tomar uma decisão.

Tal e qual. Na vida é tal e qual.

Na minha sala de formação, que o foi durante as últimas duas décadas, tinha sempre frases inspiradoras afixadas nas paredes. Por norma davam sempre “sumo”, por desafiadoras que eram. A intenção também era essa… E, durante muito tempo, tive uma que dizia mais ou menos assim: “A vida não é um jogo. Mas é um jogo. Só que não é um jogo…”, e para quem a lia pela primeira vez, ou que reparava nela pela primeira vez, gerava-lhe de imediato um imbróglio daqueles. Os momentos seguintes revelavam-se sempre como oportunidades perfeitas para abrir espaço para questionamentos e dúvidas, muitas dúvidas. E o resultado era satisfação plena. Objetivo alcançado.

São as dúvidas que nos abrem caminhos. Que nos obrigam a mudar de posição para enxergarmos melhor. E depois, se por acaso nos interessarmos ou pudermos voltar à mesma posição, a nossa visão já não será, com certeza, a mesma. Logo, a realidade do momento precisamente seguinte também não será, com certeza, a mesma. Não será mesmo.

Ao enxergarmos melhor, criamos visões diferentes da realidade. E isto poderá ser bom ou trazer dor. Mas será sempre enriquecedor, se percebermos que foram as mensagens e os sinais que nos deram o empurrão necessário para vacilarmos e nos voltarmos a equilibrar, criando-nos novas bases mais firmes e seguras.

Façamos escolhas, tomemos decisões. Não desperdicemos energia com coisas, pessoas e espaços que já não nos fazem mais sentido.

Escolhamos sair das bermas e dos extremos, das posições duras que nos obrigam a rebaixar-nos ou a exaltar-nos obrigando-nos a ser quem não somos.

Escolhamos o caminho do meio. Embora mais exigente vai ajudar-nos a tornar mais bravos sem termos que perder a doçura. Vai ajudar-nos a colocar a cor da esperança no dia-a-dia e dar sentido à vida. Vai ajudar-nos a tornar mais leves e a ganhar mais equilíbrio e entusiasmo para finalmente soltarmos as amarras do medo e voarmos mais alto.

 

Cor da Esperança

Greenery é a cor eleita para o ano de 2017 pelo Pantone, Instituto especialista em cores aplicadas em tudo o que se relaciona com moda e design.

E eu gostei. Muito. Não tanto pelo tom, mas pelo significado que lhe foi atribuído.

Greenery é um tom verde próximo do que chamamos “verde alface”. Pouco discreto, portanto. Mas isso não interessa nada. Foi escolhido para representar 2017, dizem, por ser a cor da Esperança.

E disso eu também gostei. Muito. A Esperança, segundo Aristóteles, será sempre o Sonho do Homem acordado. E saber disto não é reconfortante? E, acima de tudo, estimulante?

Os especialistas da Pantone acrescentam que escolheram esta cor porque nos faz estabelecer uma ligação direta com a Natureza, ajudando-nos a diluir o stress e, simpaticamente, a transmitir mais tranquilidade.

Tranquilidade é o que também eles consideram ser, nos dias de hoje, o que mais nos faz falta vivenciar… E eu concordei. Muito.

Dizem ainda que a cor Greenery leva-nos a acrescentar o “re” a muitos verbos de ação positiva como regenerar, refrescar, revitalizar…

E eu gostei. Então não é o que eu ando também praí a dizer e, espero, a inspirar? Principalmente a mim própria…

Pois é. Precisamos re-desenhar a vida, fazer re-começos, re-novar-nos, re-criar-nos… Entrar num novo ciclo, aceitar a cor verde abrindo o tom da Esperança e olhar em frente. Olhar e seguir. Com vida. Sem medos. Com esperança.

Viva o Greenery!

Observar os sinais e escolher entre direções

Já vivemos os primeiros dias do ano, do novo ano. E este é o tempo de libertar e de inovar. É o tempo de imaginar e sonhar. É o tempo de seguir sinais e direções. É um novo ciclo que já não se avizinha, mas que mora cá.

E 2017 já mora cá e nós já lhe pertencemos. Quem ainda não sentiu esta pertença e a pressão de inovar ou de mudar alguma coisa, de fazer diferente?

A mudança faz parte da vida, faz parte da Natureza, faz parte da nossa natureza humana. E a necessidade de mudança dá-nos sinais, tal como as nuvens o fazem e os restantes elementos da Natureza.

Reconhecer os sinais e adivinhar as direções a seguir é um desafio e tanto. Sem caminho ou estrada definida é quase missão impossível. Sentimos medo e insegurança. Sentimos um peso e uma pressão porque se não queremos mais do mesmo, temos que fazer diferente.

Sem caminho ou estrada definida resta-nos imaginar e sonhar. E as dúvidas são muitas. As hesitações outras tantas. Resta-nos acreditar, observar os sinais e escolher entre direções.

Um novo ano acena-nos com novos começos, novos compromissos, por vezes repetidos e não cumpridos sem conta. Um novo ano pode representar o despertar para novas experiências e aventuras, o despertar de novos impulsos e daquela sensação que nos estamos a atirar para o incógnito e desconhecido.

Mas a beleza de um novo ano também pode ser precisamente essa: permitirmo-nos avançar pelo incógnito adentro. Incógnito e imprevisível. Sem caminhos nem estradas. Com medo e coração acelerado, mas vivos.

2017 já mora cá. E nós já lhe pertencemos, independentemente daquilo que, na nossa imaginação e sonhos, já o fomos preenchendo.

Então… que em 2017 saibamos observar os sinais: se estamos bem, desfrutemos, porque a vida é uma roda viva. Se não estamos bem, mudemos, porque a vida oferece-nos escolhas como presentes.

Desfrutemos o Presente e, mesmo que ele nos apresente cores pesadas e tumultuosas e não nos mostre um caminho definido, aceitemos imaginar e criar, aceitemos entrar na aventura de irmos descobrindo cada direção a tomar. Porque a vida, a nossa vida, está sempre pronta para se redesenhar e colorir de novo.