Usas Máscara?

Usas Máscara ou és Genuíno?
Usar máscara dá trabalho. Exige esforço. É preciso estar em constante alerta para ninguém nos apanhar em falso…
Usar máscara cria habituação. Prende-nos, como uma qualquer teia ou droga…

No entanto, não duvido que, para muitos, esconder-se atrás da máscara pode até ser mais confortável. Mas tem validade, é frágil…pode rasgar-se, manchar-se ou até cair…
O velho ditado sábio “mais vale sê-lo que parecê-lo” já queria alertar para isso mesmo…

Ser Genuíno… ou escolher Ser Genuíno é muito diferente.
Dá-nos segurança. Deixa-nos soltos e livres para sermos quem somos. Dá-nos legitimidade para nos levantarmos mais fortes, se cairmos.
Reforça-nos a autoestima, diminui-nos o medo de pensar diferente, inspira-nos a acrescentar paixão ao que fazemos, alimenta-nos o nosso lado mais humano, encoraja-nos a partilhar valor…

Tal como usar Máscara, sentes que também isto é trabalhoso?
Pensas que também exige demasiado esforço?

O que escolhes então fazer? Usar Máscara ou Ser Genuíno? Sobreviver ou Viver?

Revela o Melhor de Ti.
Dá cor à Vida  😉

Tens Marca Pessoal?

Tens Marca Pessoal?
Sim, tens. Todos temos. Podemos não a ter construído de forma consciente ou não sabermos qual é, mas temos. Pode até não ser a marca que gostaríamos de ter, mas temos.

E não, não estou a perguntar se tens um logótipo a representar a marca de algum produto ou serviço.

E não, não é o mesmo que usar uma máscara ou representar um papel, fingindo ser quem não se é.
Isso é o que a maioria das pessoas faz, depois de deixarem de ser crianças, achando que não há outra alternativa para se ser aceite num grupo, para arranjar emprego, para manter uma relação…

Ter Marca Pessoal é o oposto. Ter Marca Pessoal é ser-se Livre. É saber quem somos e aceitar que não somos perfeitos mas que temos a capacidade de mudar e melhorar. E isso é o que existe de mais humano e genuíno. É isso que nos equilibra, dá valor, cria entusiasmo e nos realiza.

Queres redescobrir-te e começar a criar a tua Marca Pessoal?

Convido-te a fazer um exercício muito simples e fácil de fazer.

E não, isto não é mais um tipo “Segue os 3 passos para…” , blá, blá, blá…

É apenas isto:
– Observa-te.
Sem te culpabilizares, revive o dia de hoje.
– Identifica e anota uma reação que tiveste e que te desagradou, deixando-te a remoer.
– Transforma-a numa ação.
– Imagina a diferença e anota os possíveis resultados.
– Prontifica-te a substituir a reação pela ação, na primeira oportunidade que tiveres.
– Torna-te consciente e treina, treina, treina.
– Sorri de ti próprio quando vires a diferença.

Boa? Pelo que esperas?

Revela o melhor de ti.
Dá cor à vida!

Adoro Ser Mulher

Adoro Ser Mulher. Imaginem esta frase dita com uma voz encorpada. Segura. Sincera. Em jeito de afirmação porque a grandeza da sua simplicidade dispensa qualquer tom de exclamação.

Imaginem só… sentiram?

Agora é a minha vez:
– “Eu Adoro Ser Mulher”.

Ok. Já o disse. Respiro fundo… consegui faze-lo sem utilizar um tom a roçar o histérico ou um tom afónico, sem a manifestação de qualquer tom.

Consegui dize-lo, mas nem sempre foi assim… houve vezes em que a vida me levou a alterar o tom.

Em miúda lembro-me de desejar ser rapaz… parecia-me que, se o fosse, tudo seria muito mais fácil… e ainda agora, se pensar bem, existem momentos, diria os menos equilibrados (vá-se lá saber porquê!), que adoraria ser tudo menos mulher…

Mas sem precisar de pensar muito, apercebo-me que cada vez menos vivencio momentos desses… talvez porque, cada vez mais, Adoro Ser Mulher. De verdade. De forma inteira. Sentida. Vivida. Colorida.

Adoro Ser Mulher-Mãe, Mulher-Filha, Mulher-Companheira, Mulher-Amante, Mulher-Amiga, Mulher-Empreendedora, Mulher-Cidadã, Mulher-Voluntária, Mulher-Dona-de-um-Cão…até mesmo Mulher-Dona-de-Casa…

É deveras desafiante! Por isso a necessidade de se treinar a voz e dar-lhe corpo. É preciso corpo de Mulher para se dizer Adoro Ser Mulher. É preciso Sermos Mulheres (Mulheres com M grande)…embora às vezes aconteça sentirmo-nos mais mulheres do que Mulheres.

Mulheres com M grande marcam posição e fazem revoluções. Revoluções pessoais.
Revolucionam-se. Por dentro. Observam o que sentem. E, se não se sentem bem no seu Ser, mudam. Decidem começar a mudar. E avançam. Sem ilusões. Só com a verdade.

Mulheres com M grande têm amor-próprio e vontade como força. Não precisam de viver a vida a olhar para o lado, para dentro de um livro ou de um filme. Aprendem a ser responsáveis pelas suas escolhas, não precisam desejar as escolhas e as conquistas das outras …

Mulheres que amaiúsculam o M escolhem viver, em vez de sobreviver. Têm vontades e não desejos.

Desejos são impulsos. Vontades são fortes quereres.

Desejos satisfazem carências, dependem de outros e são satisfeitos pelos outros.

Vontades merecem-se, são independentes ao mesmo tempo que, livremente, podem interdepender de outros.

Desejos sonham-se e alcançam-se por compensações. Vontades fazem-se e fazem-nos chegar.

São as Vontades que nos diferenciam. Podem assustar, acelerar o coração e fazerem-nos parecer loucas, mas transbordam coragem para, sem exclamar nem balbuciar, sem máscaras nem disfarces, conseguirmos dizer tranquila e maravilhosamente:
– “Adoro Ser Mulher”.

A nobreza de evoluir

“Decidir mudar. Deixar de ser quem era. Transformar-me para quem quero ser”, não são simples afirmações, daquelas ocas, que se dizem só porque sim.  Elas contém a nossa mais pura essência como seres humanos: a evolução. A coragem de crescer. A ousadia de criar. A nobreza de evoluir.

Assumirmos como parte da nossa identidade o espaço entre o que fomos, o que ainda somos e o que queremos ser, dá-nos uma sensação de tranquilidade e, ao mesmo tempo, uma dose de adrenalina vital, ansiosos que ficamos pelo que está para vir.

Despertos para o facto de que a nossa identidade vai construindo e reforçando a nossa Marca Pessoal, que é única e genuína, que nos distingue e dá valor, tornamo-nos pessoas mais responsáveis pelas escolhas e decisões que tomamos, pelo que sentimos e pensamos, pelo que passamos e fazemos passar aos outros.

Quanto mais genuínos e despertos para a riqueza individual de cada um, menos tendência teremos para imitar e copiar as escolhas dos outros.

Imitar o que os outros fazem, as suas ideias, os seus projetos, as suas escolhas é querer imitar a vida dos outros. Existirá opção mais triste? Menos digna? Mais pequena?

A nossa Marca Pessoal é quem somos. Ponto. Sejamos nós simples ou complexos, cinzentões ou coloridos. É sempre quem somos. Ou antes, quem escolhemos ser.

Todos somos seres criativos. Todos temos o poder da criatividade. Mesmo quem adota a “chica espertice” acomodada de copiar as ideias dos outros é criativo, só que ainda nem reparou… tão ocupado que anda a olhar para os outros.

O processo de definição e construção da Marca Pessoal não é para os distraídos com a vida dos outros. É um processo corajoso e profundo de autoconhecimento, de auto-respeito e amor-próprio que ajuda a estruturar todo o nosso propósito de vida, nos diferentes papeis que abraçamos desempenhar, de uma forma íntegra, genuína e coerente com a nossa identidade, de modo a conquistarmos, diariamente, mais harmonia, equilíbrio e bem-estar.

Encontrar a nossa Marca Pessoal é isso. É encontrar o sentido… ou melhor, despertar os sentidos.

Existirá algo melhor?