Quando nasce um filho… nasce um pai e uma mãe

Quando nasce um filho nada mais será igual. Nem nada, nem nós. São momentos de transição que trazem novos compromissos e mudanças de grande impacto.  Mudanças e impactos positivos, claro está, é o que mais se deseja.

As mães, supostamente, tornam-se mais leves e, como é expectável, brevemente a sua elasticidade natural “levará tudo ao sítio”, permitindo recuperar a forma habitual e deixando para trás o “lado animal” típico de uma gravidez: os “pés de elefante”, o “andar à pinguim”… E, caso não leve ou demore mais do que é desejável, há que aprender a se respeitar e adaptar, dando tempo ao tempo, ou, se for assim uma prioridade tão grande para o próprio bem-estar, a assumir o compromisso (mais um) no sentido de se obter a forma que se deseja.

Toda a mudança (pequena ou grande) é assim: exige de nós capacidade de adaptação.

Felizmente que somos todos dotados de uma característica preciosa que denominamos de “plasticidade humana”.

Tal como a pele que é elástica e, durante todo o período de gravidez, foi-se fortalecendo e adaptando ao desenvolvimento de um novo ser, também as emoções, que nesta altura andam à flor da pele, precisam de se adaptar e fortalecer.

O nascimento de um filho é um processo de transição, mas também de ajustamento pessoal, relativamente aos papeis de pai e mãe. Papeis exigentes e desafiantes de um amor incondicional muito gratificante.

Quando nasce um filho, nasce um pai e uma mãe. Nascem novas identidades. Nascem novas relações.

Um bebé é primeiro desenhado na imaginação e quando nasce é uma nova vida que se começa a desenhar, acompanhada de outras vidas que se redesenham.

Quando nasce um filho e nasce um pai e uma mãe é necessário que estes rapidamente redesenhem as suas vidas. Que redesenhem as vidas com pinceladas de cores fresquinhas de Tranquilidade e quentinhas de Amor.