(Re)desenhar a Vida com Saúde

Hoje, mais uma vez, comemora-se o dia Mundial da Saúde Mental. Para muitos, “saúde mental” é um conceito vago, longínquo até, e que consideram nada ter a ver consigo e com a sua realidade. No entanto, nunca como agora, em que a insegurança e a ansiedade estão presentes no dia-a-dia, se considerou unanimemente tratar-se de um assunto de extrema importância, transversal a todos, e o qual devemos classificar como prioritário.

Também nunca a neurociência foi tão estimulante e nos animou com o facto de termos a extraordinária possibilidade de moldar positivamente a nossa saúde mental através da característica humana da neuroplasticidade.

A Saúde Mental deveria ser, portanto, o bem mais desejado por qualquer ser humano.
Por exemplo, vejam a resposta típica àquela pergunta típica:
– “O que mais queres na vida?”
– “Ser Feliz!”
Agora imaginem a diferença quando todos aprendermos a responder à mesma questão desta forma:
– “O que mais queres na vida?”
– “Eu quero ter saúde mental!”

Uau! Imaginaram? Viram a diferença?
Ter Saúde Mental é ser Feliz, sim, mas a dobrar, a triplicar, sei lá, é tudo o que devíamos desejar ter na vida.

Ter Saúde Mental é ser Feliz, aceitando-nos como somos e gostando de quem somos; é ser-se agradecido, reconhecendo o real valor de tudo o que temos; é saber reconhecer em cada obstáculo uma enorme oportunidade de aprendizagem e de crescimento; é saber parar e refletir antes de decidir; é confiar nos outros sabendo que somos também nós pessoas de confiança; é reconhecer as nossas emoções e saber adequá-las a cada situação; é aprender a reconhecer o nosso próprio valor e saber utilizá-lo, tornando-nos úteis  e mais criativos…

Ter Saúde Mental não é uma característica que se compra numa lotaria. É, independentemente das características de cada um de nós, sermos autênticos, sabermos respeitar a nós e aos outros.

Ter Saúde Mental é abraçarmos a vida de um modo realista e positivo e estarmos disponíveis para aprender a nos adaptarmos às circunstâncias sem perdermos a nossa individualidade e integridade. É saber olhar para o outro e respeitar o que vimos, ao mesmo tempo que, se preciso for, redesenhamos a vida com autoconfiança defendendo em primeiro lugar e sempre fidelidade a nós próprios, com amor, assertividade e dignidade.

Ter Saúde Mental é isto, é saber: Despertar o Sentir, Inovar o Pensar e Entusiasmar o Agir. É aceitarmos o desafio de dar mais cor à vida!

Paula Marques Jorge