Tens Marca Pessoal?

Tens Marca Pessoal?
Sim, tens. Todos temos. Podemos não a ter construído de forma consciente ou não sabermos qual é, mas temos. Pode até não ser a marca que gostaríamos de ter, mas temos.

E não, não estou a perguntar se tens um logótipo a representar a marca de algum produto ou serviço.

E não, não é o mesmo que usar uma máscara ou representar um papel, fingindo ser quem não se é.
Isso é o que a maioria das pessoas faz, depois de deixarem de ser crianças, achando que não há outra alternativa para se ser aceite num grupo, para arranjar emprego, para manter uma relação…

Ter Marca Pessoal é o oposto. Ter Marca Pessoal é ser-se Livre. É saber quem somos e aceitar que não somos perfeitos mas que temos a capacidade de mudar e melhorar. E isso é o que existe de mais humano e genuíno. É isso que nos equilibra, dá valor, cria entusiasmo e nos realiza.

Queres redescobrir-te e começar a criar a tua Marca Pessoal?

Convido-te a fazer um exercício muito simples e fácil de fazer.

E não, isto não é mais um tipo “Segue os 3 passos para…” , blá, blá, blá…

É apenas isto:
– Observa-te.
Sem te culpabilizares, revive o dia de hoje.
– Identifica e anota uma reação que tiveste e que te desagradou, deixando-te a remoer.
– Transforma-a numa ação.
– Imagina a diferença e anota os possíveis resultados.
– Prontifica-te a substituir a reação pela ação, na primeira oportunidade que tiveres.
– Torna-te consciente e treina, treina, treina.
– Sorri de ti próprio quando vires a diferença.

Boa? Pelo que esperas?

Revela o melhor de ti.
Dá cor à vida!

Terra, uma Casa onde cabem todas as Cores

Há dias especiais. O Dia da Terra é um deles. E partilhar o meu respeito pela Mãe Terra é o mínimo que posso fazer porque hoje sei que este Respeito faz parte integrante dos meus Valores e da minha Missão de Vida.

Há, de facto, experiências na vida que nos ajudam a reforçar e a clarificar quem somos. Recordo-me muito bem de uma banda desenhada que fiz, em Educação Visual, tinha eu uns 10 ou 11 anos, sobre a conhecida história da “Valéria e a Vida”, que aborda o tema do Respeito pela Natureza. Não sei se esta memória ficou reforçada por ter sido um trabalho premiado na comunidade escolar, o que deve ter reforçado na altura a minha auto-confiança, mas hoje, olhando para trás, julgo que não terá sido só por isso.

Acredito que a memória ficou porque foi uma tarefa criativa e um trabalho que me fez sentido. Que me encheu de sentido. E isto sim, preencheu as boas memórias e ajudou a construir quem sou.

Nesta vida de correria, de múltiplos compromissos, muitos deles vagos e vazios de sentido, torna-se essencial relembrar a mensagem rica e repleta de sentido da Carta da Terra.

É certo que relembrar a sua mensagem poderá ser apenas uma pequena ajuda. Mas que seja isso. Que nos ajude a parar e a refletir o que temos andado a fazer e o que está ao nosso alcance fazer de melhor para protegermos o nosso Planeta. A nossa Casa. A Casa de Todos. Uma Casa onde têm lugar todas as cores.

Será que quando ouvimos as notícias constantes dos conflitos ridículos existentes nesta nossa Casa Global, alguém se lembra deste facto? Alguém se lembra que, vista de fora, a Terra não tem linhas que dividem? Que, vista de fora, é Uma e Única?

A Missão da Iniciativa da Carta da Terra é despertar a nossa consciência para a necessidade urgente em promovermos a transição para formas sustentáveis de vida baseadas num modelo de Ética Colaborativa que tem como pilares principais o Respeito e uma Cultura de Paz, para a construção de uma sociedade global mais justa, equilibrada, sustentável e pacífica.

Para muitos, colocar estes objetivos em ação, parece tão complicado e complexo que até parece coisa doutro Mundo (ou doutro Planeta), mas não é. Vejamos os casos, inúmeros e próximos de nós, de pessoas, jovens ou nem tanto assim, que circulam pelo Mundo, que partilham culturas e experiências, que contribuem para a construção de um novo Mundo e que no fundo só fazem o que demais simples e rico há: partilhar habilidades de cada um dentro de uma Casa que é de todos.

Pensa nisso. Confirma esta simplicidade e deixa-te guiar:

1- Torna-te num exemplo. Contribui e Respeita todos os outros habitantes da Terra.
2- Utiliza o teu poder. Acredita que com o teu contributo podes fazer a diferença.
3- Promove o diálogo. Constrói relacionamentos de confiança e respeito mútuo.
4- Torna-te firme ao mesmo tempo que flexível. Assegura o compromisso com os Valores Éticos essenciais ao mesmo tempo que te adaptas à mudança.
5- Cria e Colabora. Partilha ideias. Constrói parcerias que geram mudanças e desenvolvimento global.

Faz-te sentido? Então… faz a tua parte. Faz acontecer!

Sente que está na hora de fazer uma escolha?

Sente que está na hora de se ver?

Que bom. É dos desafios mais gratificantes que nos podemos oferecer. Permitir-nos crescer. Não nos deixarmos influenciar pelo ruído que nos rodeia. Dar prioridade a olharmos para dentro de nós.

Precisamente a propósito disto, tenho observado, muito frequentemente, em dinâmicas de formação que desenvolvo para promoção de trabalho em equipa (o chamado Team Building) que são raras as pessoas que se sabem posicionar saudavelmente, diria assertivamente, no seu grupo de trabalho. A maioria tende para um dos extremos, ou adota uma postura demasiado passiva, assumindo que ”não vale a pena dar a minha opinião, porque ninguém me vê”… ou escolhe o outro extremo: impondo-se, não deixando os outros existirem, tornando-os nulos, portanto invisíveis. O que, para mim, significa que até os “visíveis” também não se permitem ver.

Perante tal realidade, comum realidade, opto por lançar o convite, a que chamo dignamente de desafio, porque é o que é, de antes de se ambicionar promover o afamado espírito de equipa, antes de se estimular a colaboração e a cooperação para a co-criação de um beneficio comum… devemos também saber abrandar para conseguir melhor observar. Oficialmente desacelerar. Oficialmente convidar a diminuir-se o ritmo da respiração. Aprender a fazer chiuuuu, levemente, para nós próprios. Permitir-nos respirar profundamente. E depois sossegar. Serenar. Apaziguar. Ah! Harmonizar e criar empatia. Confiar.

Deixar para trás o remoinho que teima em liderar: olhar para dentro. Inspirar, portanto. Simplificar o modo de pensar: iluminar o pensamento. Inovar, portanto.

E depois… depois vem o que me dizem ser muito difícil fazer. “Impossível”, chegam-me mesmo a dizer… Porque o que vem depois é o Acreditar. Mas insistem em dizer-me que não, que não acreditam que é possível mudar.

Eu tento disfarçar o que sinto, para não influenciar o florescer da partilha. Mas o que sinto, deixem-me partilhar. É que não há nada mais a fazer, senão continuar. Sinto que é este o caminho: acreditar e, livremente, fazer os outros acreditar. É o meu próprio desafio. Exigente, eu sei. Inglório, talvez. Mas é nisto que acredito.

“Não sou da altura que os outros me vêem, sou da altura que deixo os meus olhos me verem” (Fernando Pessoa).

Acredito que se cada um de nós despertar este Sentir, cuidando de nós próprios e sabendo valorizar-se, perceberemos melhor os outros e com a empatia fortalecida a criação do possível em conjunto será uma realidade assumida.

Permitamo-nos, portanto, olhar para dentro de nós. Olhar e depois inovar. Porque quando nos permitimos abrir para o novo, o nosso olhar também muda e simplifica, tornando a respiração e as nossas escolhas mais fluidas, leves e livres.

Paula Marques Jorge

Resgatar a Força Interior para dominar a Dor

Se existe um reforço na aprendizagem que atualmente estou a fazer, com a minha própria vida e com as vidas dos outros que me são confiadas, é que saímos ganhadores quando olhamos para as “dores” não como “dores de sofrimento” e sim como “dores de crescimento”. Olhá-las e senti-las como verdadeiras dores de crescimento e de evolução é a melhor solução possível para conseguir seguir e avançar.

São momentos valiosos de transição, onde observar, sentir as dores, emocionais e físicas, é o mesmo que simplesmente dizer: sentir as nossas dores por inteiro porque inteiro é o nosso Ser.

Resgatar a força interior para dominar a dor é, portanto, um enorme desafio. Sentimos e pensamos mesmo como se fosse um impossível desafio a abraçar porque a maioria das nossas dores deriva de ferimentos profundos originados por grandes desilusões, frustrações e desencantos.
Para mim, estas serão das piores dores. As dores sentidas quando nos confrontamos com realidades que nunca imaginamos viver ou que, infantilmente (?), adiamos ou recusamos ver.

Perante a realidade, perante os factos sabemos que não existe nada a fazer. No entanto, podemos olhar para o alto, respirar fundo e acreditar que há sempre muito por fazer. Aliás, está tudo por fazer porque um início de ciclo está a acenar prontinho para se aceitar.

Há que retirarmo-nos do turbilhão, nem que seja por uns breves instantes e, como seres inteiros que somos, aceitar a realidade como mais um trilho percorrido pertencente ao grande caminho da vida.

Conseguir integrar em nós não uma aprendizagem vaga lida em livros mas sim toda a experiência de acontecimentos vividos na primeira pessoa, tornar-nos-á, garantidamente, pessoas mais fortes.

Depois da fragilidade vivenciada e sofrida; da coragem de “dar o murro na mesa” ou de “bater com a porta”; do turbilhão de emoções que nos domina; dos avanços e recuos que nos manipulam, há que aprender a integrar, com suavidade, todos estes opostos e polaridades, todos estes momentos de sombra e luz que insistem em nos preencher e completar.

Integrar com suavidade e seguir em frente. Será isto alguma vez possível?!

As dúvidas são muitas. As forças são poucas. Só apetece deixar-nos ir, como aquele barquinho que lançamos ao rio, confiantes que nalgum lado há-de chegar.

Sabemos que só saberemos o resto da história se nos metermos a caminho.

Mas por qual deles seguir? A dor é forte e a dúvida persistente.

Quando me decidir, vou concerteza experimentar e, depois de confiante me “deixar levar”, com o coração limpo mais histórias terei para contar e mais forte e rica vou ficar.

Paula Marques Jorge

Tempo de limpar e desbravar caminhos

Esta é uma época, por excelência, que depois da pausa de férias e da entrada na rotina diária, parece que nos é permitido fazer uma revisão de objetivos e abrirmo-nos a novas visões e a novos caminhos.

Naturalmente, podemos aproveitar a mudança do tempo e do horário de inverno para entrarmos num ciclo necessário de “limpeza”, de seleção e de escolher ficar só com o que realmente interessa e que ainda se identifica connosco… a todos os níveis.

Mas como fazemos isso?

Pela minha experiência, eu afirmo que a melhor forma e a mais prazerosa, é permitirmo-nos entrar num processo genuíno de autoconhecimento. Autoconhecimento que só é possível através da auto-observação acompanhada de reflexão, de auto-respeito e de muito amor-próprio.

Ui, ficou pior… mas como fazer isso?

Eu atrevo-me a afirmar que só é possível se pararmos o ritmo alucinante do dia-a-dia. Poderei corrigir, visto que parar é quase uma utopia, e acrescentar “abrandar” em vez de parar. Abrandar também é bom. Abrandar e observar como se fosse em câmara lenta, num ritmo que nos permite ao sentir, nem que seja um friozinho na barriga, esboçar um sorriso e percebermos que ainda temos tempo de corrigir, melhorar e aprender. Aprender sempre.

Aprendemos se reconhecermos que existe algo para aprender e se existe o entusiasmo em apreender.

Neste momento, o que importa mesmo é aprendermos a deixar para trás o que já não queremos que faça parte da nossa vida. O que importa mesmo é percebermos que, mesmo não interessando mais, tudo se revelou muito importante para sermos quem somos hoje.

Aceitarmos avançar mais leves depois da limpeza é, por estranho que pareça, equivalente a fortalecermos a nossa estrutura interna como seres humanos, deixando para trás as questões que nos inquietaram e que nos fizeram fraquejar e evitar, tantas vezes, que tomássemos uma posição.

Neste momento, o que importa mesmo é perceber que, antes de se avançar para um novo ciclo é imprescindível limpar e abrir espaço. Abrir espaço para o novo, para novas escolhas, novas ideias, novos pensamentos e novos e sinceros sentimentos.

Ao ler o pensamento de Saint-Exupery foi isto que interpretei. Mesmo que nos pareça que as vivências que acumulamos nos sirvam em vão e que os passos dados nos pareçam inúteis, se estivermos atentos vamos entender que, mesmo assim, nos serviram para abrir novas visões e perspetivar novos caminhos.

E assim, o bom mesmo é que consigamos imaginar novos caminhos iluminados de cor… e aceitar desbravá-los com entusiasmo e amor.

Paula Marques Jorge

Quando nasce um filho… nasce um pai e uma mãe

Quando nasce um filho nada mais será igual. Nem nada, nem nós. São momentos de transição que trazem novos compromissos e mudanças de grande impacto.  Mudanças e impactos positivos, claro está, é o que mais se deseja.

As mães, supostamente, tornam-se mais leves e, como é expectável, brevemente a sua elasticidade natural “levará tudo ao sítio”, permitindo recuperar a forma habitual e deixando para trás o “lado animal” típico de uma gravidez: os “pés de elefante”, o “andar à pinguim”… E, caso não leve ou demore mais do que é desejável, há que aprender a se respeitar e adaptar, dando tempo ao tempo, ou, se for assim uma prioridade tão grande para o próprio bem-estar, a assumir o compromisso (mais um) no sentido de se obter a forma que se deseja.

Toda a mudança (pequena ou grande) é assim: exige de nós capacidade de adaptação.

Felizmente que somos todos dotados de uma característica preciosa que denominamos de “plasticidade humana”.

Tal como a pele que é elástica e, durante todo o período de gravidez, foi-se fortalecendo e adaptando ao desenvolvimento de um novo ser, também as emoções, que nesta altura andam à flor da pele, precisam de se adaptar e fortalecer.

O nascimento de um filho é um processo de transição, mas também de ajustamento pessoal, relativamente aos papeis de pai e mãe. Papeis exigentes e desafiantes de um amor incondicional muito gratificante.

Quando nasce um filho, nasce um pai e uma mãe. Nascem novas identidades. Nascem novas relações.

Um bebé é primeiro desenhado na imaginação e quando nasce é uma nova vida que se começa a desenhar, acompanhada de outras vidas que se redesenham.

Quando nasce um filho e nasce um pai e uma mãe é necessário que estes rapidamente redesenhem as suas vidas. Que redesenhem as vidas com pinceladas de cores fresquinhas de Tranquilidade e quentinhas de Amor.